domingo, 15 de janeiro de 2017

Spider-Man: Shattered Dimensions - Pra quem é fã e quer um jogo pra matar o tempo


De longe é um dos melhores jogos do Aranha, não exatamente pelo gameplay. Mas ele respeita o canone e faz um crossover bem interessante entre todos os "Aranhas" das fases: ultimate, amazing, noir e 2099.

A jogabilidade no quesito porradaria é boa, Agora em partes que devemos usar ás teias pra se locomover, rapaz... bem a fase do Deadpool e da Dra. Octupus é de dar raiva, pra manter o personagem no caminho certo, rende bastante retries e muita frustração.
Tem momentos em que ficamos em primeira pessoa e fazemos algumas ações específicas e é bala (no principio). O problema que fica muito repetitivo. normalmente tem certo padrão ás fases: Encontro com o vilão da fase, ele chama os minions, depois volta e enfrentamos o em primeira pessoa, ele foge e chama o minions, perseguimos ele enquanto batemos em minions e alguns minions upados e enfrentamos o vilão em primeira pessoa (repetindo ás mesmas ações anteriores) e o derrotamos na porrada. Eu fiquei tão entediado que dei um tempo de quase um ano!

Os gráficos no geral são bons, cada Aranha tem seus estilo especifico, de longe pra mim o mais legal é o do NOIR, que tem um estilo meio "Batman", mesmo que roube na cara dura o Splinter cell - Conviction (quando estamos em stealth tudo fica em preto e branco), mas mesmo assim é o melhor deles. O do amazing/ultimate é praticamente iguais, cartoonizado e 2099 é bem colorido e cheio de neons ala Blade Runner (infelizmente o mais fraquinho do quarteto). No geral o conceito de arte é bem bom. A dublagem ficou muito boa, ainda temos a participação do Stan Lee. A trama é bem quadrinhos, nada muito profundo.Tive uns momentos de bugs, mas nada que dar restart no checkpoint, não ajudasse. O lance de levels, é bem "Eh", serve mais pra adicionar roupas, alguns golpes e aumentar barra de energia.

É um jogo que não vai mudar a sua vida, mas relevando que a maioria de jogos de heróis são um horror, até que esta acima da media. Pra mim segundo melhor jogo do Aranha.

Dead Rising filmes


A fotografia, a maquiagem dos zumbis e o lance das armas são muito bons. Mas morre nisso... Não tem gore, não tem psicopatas interessantes ou um protagonista que importe, só um babaca "bonitinho" sem carisma nenhum.
Alias, parece que cada ator do filme recebeu um salgado e refri pra trabalhar com tanta vontade, notasse pelas interpretações dignas de oscar. Mas tem duas ressalvas: Ringle como Frank West, que no visual ficou meio "eh", mas pelo menos incorporou toda canastrice do personagem e a reporter interpretada pela Genzel, eles realmente salvam o filme do tédio.
A historia tem o jeito do jogo, com revira-voltas, mas senti falta do humor-negro, com exceção de algumas cenas, é bem escasso. Tem momentos que forçam a barra com uma drama inexistente (principalmente com a personagem que ficou meio louca por perder a filha), ou um flerte extremamente do nada entre Logan e Aquela modelo que ta tentando atuar e falhando miseravelmente. Bem é filme para fãs, e mesmo eu como fã dos jogos, tive momentos em que fiquei tentado a parar de ver o filme e ir jogar Dead Rising 2.

No primeiro filme eu achei que o roteiro tinha muito dos maneirismo do jogo, aquela escrita "Romeriana" misturada com humor negro. Sem contar que o Ator que incorporou o Frank West fez bem sua parte. Ok... Não tem Frank West nesse filme e a estória é "Eh", não lembra os games. 
O que salva o filme e é superior ao anterior é ás cenas de ação, nas batalhas com hordas de zumbis. Extremamente exagerado e como movimentos impossíveis, mas isso é DEAD RISING! O problema que é que são poucas cenas com zumbis (num filme com zumbis!) e quando os atores abrem a boca ou tentam "interpretar" é um pior que o outro (mas a pior ainda é a side-kick feminina, Marie Avgeropoulos. Só sabe fazer duas expressões e nenhuma delas convence). O personagem do Billy Zane é completamente desperdiçado, daria um psicopata do caramba! Se cria toda uma antecipação em cima do cara e quando ele aparece é "eh" igual o resto do filme. No geral, só veja se for fã da franquia, mas vá sabendo que vai ser um Dead Rising bem aguado. Há e os zumbis são bem "eh".

Star Trek - Para o que se propõem, é bem divertido!


Eu  nunca fui "exatamente" fã de Star Trek, mas não sei por que tive uma urgência de conseguir esse jogo. Muito por causa do co-op local, do clima Sci-fi e por incrível que pareça achei os gráficos bem feitos, ainda mais pra um game feito basicamente pra promover um filme.

Diferente da maioria dos reviews que vi, eu achei ele bem legal, tem bastante variedades de ambientes e gameplay, alguns hacks bem interessantes, sistema de upgrades que realmente adiciona alguma coisa aos personagens (meio confuso no principio, mas depois se pega o jeito) e jogabilidade ok (em sua maioria).

O lado negativo, os controles no geral é bom, mas quando temos o quesito plataforma e "nadar", a camêra se enbanana, os direcionais se invertem e a raiva aumenta. O que sito "plataforma" ainda se releva, agora a ás fases onde temos que nadar, exige muita paciência. Outro desperdício foi o estagio que jogamos com a Enterprise, é confuso e morremos várias vezes sem entender o que fazer, ainda bem que não se repete.
De vez em quando nos fizemos cover e levamos bala do mesmo jeito (ops, quer dizer lazers). Sem contar quando o personagem resolve não fazer cover e te deixa vulnerável. E o maior crime do jogo: O botão de esquiva não pode ser o mesmo que o de cover!
Outro lance meio "eh", é os inimigos, quase nenhuma variação. Vi que muita gente reclamar da IA ser bem burra na campanha, da parte dos inimigos eles franqueiam e muitas vezes sair na bala (cof cof, lazers) não é melhor opção. Sendo necessário agir em stealth (mesmo que ás vezes eles te veem através da parede por alguma razão). Em questão da IA do seu companheiro, não posso opinar por que joguei em co-op, mas vendo videos, achei de boa, mas vai se saber...

A historia é totalmente na linha da série, não é exatamente bem construída, mas tem todo aquela receita: Uma experiência deu errada, abriu um portal no tempo que chamou uma raça alienígena nem um pouco amigável e os heróis tem que recuperar um artefato e salvar o dia. A  dinâmica entre Spock e Kirk é bem feita, os diálogos durante os estágios são muito bons e a dublagem que é feita (se não me engano) pelos atores dos filmes, não deixa nada a desejar. E a trilha sonora é bem épica e muito boa.

O jogo vale a pena para quem curte Star Trek (no meu caso, no momento só vi a série original) e também pra quem gosta de jogos shooters com multiplayer local, mesmo com seus defeitos ele é bem divertido e rende algumas risadas. Mas não tem aquele lance de "replay" tipo Kane & Lynch 2.

Hellraiser

Nunca fui "fã" da franquia e sempre achei o Pinhead nada demais...
Normalmente acabava pinçando uma ou duas cenas pela tv de madrugada e nunca tive real interesse em ver o filme. Bem, depois de ver inteiro tenho que dizer que é muito bom os efeitos e trilha. Mas só isso, do resto achei bem "meh".

O que me interessou em ver o filme foi o fato de ter lido o conto, onde cada página ao meu ver é bem intenso e pra mim o filme não passa isso. Achei ele esteril, a atriz que faz a Julia não convence como mulher "sedutora/fatal". O Frank pra mm pareceu apenas um machista/estuprador, e não um homem que foi ao limite dos prazeres carnais e nada mais o satisfaz. O Lary/Rory não convence como coxinha que paga-pau cegamente para sua esposa e Kirsty foi moldada pra ser a "Heather" do filme (provavelmente por exigência no estudio na época). E cenobitas, são bem menos fodas que a sua versão literaria, onde eles aparecem quase nunca mas deixam uma impressão bem mais assustadora. No final do filme eles beiram ridiculo, numa batalha que nem precisava ter acontecido. Tem muita cena que é apenas pra ser gore e não acrescenta, na real devia ter visto o filme antes de ler o conto. Ok, mas compreendo por que é clássico, mas acho a fonte superior.

Dead Rising: Triple Pack - Um bom remaster, mas a Capcom podia ter caprichado mais

Depois de passar aquele período débil em que estava fascinado por presenciar ás remasterizações da “trilogia” Dead Rising na geração anterior, hoje posso falar com um pouco mais de consciência...

O primeiro DR com certeza foi onde a Capcom mais se empenhou, ele funciona perfeitamente, nenhum bug e com raras ocasiões de framerate. Mesmo que na questão gráfica, não esteja “uau que remaster”. Mas pelo menos cumpre seu papel, sem contar os loading entre ás áreas que são quase nulos.

Agora o DR2 e DR2: Off the records, estão horríveis. Bugados e com loadings demorados em relação ao primeiro, o que é irônico, por que como saíram depois dele, deveriam ser bem mais fácil de remasterizar. Então notasse o descaso com os jogos, o que não deixa in-jogavel. Mas tira bastante o brilho do pacote. Para melhorar não adicionaram ás DLCs Case Zero e Case West. Pó Capcom perdeu a chance de fazer um pacotão com tudo do Dead Rising! Agora vou ter que adquirir o Collection que saiu no 360...

No geral para quem nunca jogou vale o investimento se tiver num preço amigável, mas se poder jogar o DR2 no 360/ps3 não pense duas vezes! 

Whisper Symphony - Selfish Self (2016)

1 Myself Denied
2 Selfish Self
3 Not Old Enough
4 Faded
5 Bad Guitarplayer Blues
6 Broken blues

lyrics/music by WS

Metallica - Hardwired... To self-destruct



Fazia tempo que eu não ouvia um disco do Metallica com tanto interesse, depois de longos 18 anos de discos fracos para o padrão de qualidade da banda (ao meu ver).

St. Anger tinha boas ideias, mas se resumia a isso, apenas boas ideias. Em sua maioria eram canções sub-produzidas e saturadas numa péssima produção. Death Magnetic foi uma tentativa patética de agradar aos “fãs” antigos e mimados que acham que o Metallica deveria ficar congelado em 1988, mesmo que tenha algumas músicas boas, pecava por não inovar e se limitar ao B a Ba do “METAL”.

Eu poderia detalhar cada faixa e estripar em conceitos superficiais, por que você deveria ouvir Harwired... To Self-Destruct. Mas seria masturbação intelectual demais. O que posso dizer que graças a deus depois de anos o Metallica retornou a formula: Somos o Metallica e fazemos o que queremos! Nesse álbum temos riffs trash, rock de arena descarado, músicas alternativas ala Reload, canções curtas ou épicas, bateria que abusa da simplicidade com elementos complexos e vocais mais maduros sem tentar emular ecos da juventude. Ou seja, o disco que Metallica teria feito (caso não passasse por essa crise de egos, saída de integrantes, autoafirmações e quase acabar a banda). É um disco que requer várias audições para ser compreendido e digo que cada vez que ouço fica melhor.